Rio!

fevereiro 23, 2010 Deixe um comentário

Por Dudu (Massa Coletiva)

¨Rio one of the most beatiful citys in the world¨ é com essa sitação que abro esse texto. Essa frase foi dita por Arnold Schwarzenegger no vídeo erótico institucional Arnold in rio. Realizado pelo governador da Califórnia, alguns anos antes de se tornar uma estrela de cinema mundialmente conhecida.

Mas essa citação nada tem a ver com nosso trabalho aqui no Rio. Hoje vivemos mais um dia da Coluna Fora do Eixo, desbravando matas densas, buscando encontrar o tesouro perdido na selva paradisíaca brasileira, chamada Rio de Janeiro.

No período da manhã fizemos uma reunião com o Cine Mais Cultura (www.cinemaiscultura.org.br), apresentamos o FDE e discutimos uma possível parceria, uma troca de conhecimentos e equipamentos para fortalecer ambas redes sociais. Muito trabalho deverá ser feito para proceder com essa parceria.

Após um almoço solidário em famiglia eu, Felipe e Léo (colaborador do Massa Coletiva), nos encontramos com o pessoal do Coletivo Araribóia Rock. Na verdade a marca Araribóia Rock, não pertence mais às pessoas que encontramos (o Daniel e a Luiza). Como muitos coletivos o Araribóia passou por um processo de transformação. Durante essa transformação eles decidiram que a coisa mais importante a ser feita, era deixar o nome ¨Araribóia Rock¨ seguir seu caminho junto a um antigo membro do coletivo, e as pessoas que continuaram resolveram ampliar os conceitos em um novo nome: Ponte Plural (aguardem!!! Em breve teremos o lançamento oficial do novo nome do coletivo).

Em uma conversa franca, os membros do coletivo contaram o que houve com o grupo, explicaram a divisão e a constituição do novo coletivo. O pessoal do Rio está com um acesso legal a grandes equipamentos culturais da cidade, além de começarem a estabelecer um canal de comunicação importante para o contexto que eles estão inseridos,

Mas as cobranças por parte do FDE (nós) foram feitas, as entregas tem de ser mais esclarecidas na rede, a comunicação do Ponte Plural com o Massa Coletiva e o Goma deve se intensificar, assim como a transparência com o mundo virtual FDE. Ou seja, todos devemos evoluir entender a dimensão de nossas ações e a importância que elas tem para a construção do movimento social, não separando as coisas, mas vivendo-as organicamente.

Ao fim, saímos andando nas ruas, em um dia de pré carnaval, onde muitas pessoas dançavam, bebiam e conversavam como se o mundo tivesse apenas começado naquele dia. É carnaval no Rio e no Brasil!

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Pablo Capilé e Talles Lopes em Sabará

fevereiro 10, 2010 Deixe um comentário

Por Redação Coletivo Semifusa

A circulação por Minas Gerais de Pablo Capilé, do Espaço Cubo, e Talles Lopes, do Goma, chega a Sabará promovendo o encontro de quatro coletivos: o anfitrião Fórceps, o Pegada (Belo Horizonte), Semifusa (Ribeirão das Neves) e Vatos (Vespasiano). As visitas proporcionam a avaliação dos coletivos, aprendizagem e motivação para os agentes.

A palestra teve início com uma resumida história de como tudo começou e um esclarecimento do que é Circuito Fora do Eixo e Fora do Eixo Minas. Pablo contou que antes não havia uma circulação organizada e profissional, os shows eram no sistema “brotheragem” – “eu toco na sua cidade e depois você toca na minha” – ou nos festivais produzidos por empresas. Com o Circuito, criou-se uma rede gigante, onde a banda pode circular na sua região, estado ou em todo o país. Talles explicou o papel dos coletivos e a importância do trabalho em equipe, frisando que não adianta tentar trabalhar sozinho, pois estando em uma rede colaborativa, todos ajudam e é assim que a rede ganha musculatura. Eles contaram as experiências vividas, dificuldades e conquistas, lembraram do passado e planejaram o futuro, inflamando a todos com as notícias do presente.

Explicações e histórias à parte, a reunião chegou ao momento crucial, em que os coletivos foram avaliados e uma autocrítica foi necessária. Neste ínterim, os agentes tiveram que mostrar suas ações, planejamentos e dificuldades que aparecem a cada dia, esmiuçando as estratégias e formas de trabalho. A dupla deu dicas de aprimoramento e apontou um norte para os coletivos. A sustentabilidade, assunto que preocupa a todos, foi tópico relevante na palestra. Diagnosticou-se que é necessária uma unificação da região metropolitana de Belo Horizonte, dessa maneira os coletivos juntos têm mais força para executar seus trabalhos, vão se encontrar periodicamente e debater assuntos para o desenvolvimento dessa rede que precisa estar mais em evidência e presente.

O proveito que tiramos desse encontro é que sempre podemos fazer mais em prol do coletivo e de todo o circuito, sendo que um reflete no outro. Conforme enfatizou Talles, a rede tem muito a oferecer e o que temos que fazer é nos dedicar, ser parceiros, ter humildade para aprender, acreditar no que queremos e ter convicção de onde estamos. Assim terminou o encontro, Pablo e Talles ficaram satisfeitos com resultados, não deixando de ressaltar que está bom o que fizemos até aqui, mas é preciso trabalhar mais duro e apresentar mais resultados. Ao final desta reunião todos se sentiram mais motivados e encharcados de idéias para a continuação do trabalho. Os palestrantes continuam na rota e o próximo encontro será dia 1º de fevereiro no Minueto Centro Musical, em Belo Horizonte.

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Coluna volta pra Minas Gerais e chega a Divinópolis

fevereiro 10, 2010 Deixe um comentário

Por Talles Lopes (Coletivo Goma)

Depois de dois dias em São Paulo, e mais de 12 horas de ônibus, a coluna volta a Minas Gerais, aportando na cidade de Divinópolis. Lucas Mortiner, do coletivo Pegada de BH, nos pegou na rodoviária, e se juntou a coluna com seu celta preto que passou a ser nosso meio de deslocamento a partir deste momento. Em Divinopolis,a rede estava conectada com o coletivo Anti-herói, que articulou o nosso encontro e mobilizou outras agentes culturais da cidade como o ponto de cultura de Divinópolis.

Chegamos às 19h e já fomos direto para o local do encontro, que estava marcado justamente para este horário. Fomos recebidos pelo Walley e os demais membros do Anti-herói e já iniciamos nosso debate. Num primeiro momento, seguimos o roteiro de apresentação do Fora do Eixo Minas e do Circuito Fora do Eixo, apontando as características da rede, e apresentando o nosso planejamento para 2010, já buscando linkar este planejamento com a perspectiva de atuação da cidade de Divinópolis.

A partir disso, abrimos o debate para compreendermos a realidade local e buscar formas de conexão entre as ações do circuito e dos agentes locais, buscando identificar as dificuldades principais que impossibilitaram que até este momento Divinópolis trabalhasse de forma mais integrada com as plataformas que estamos desenvolvendo. Neste momento, os representantes do coletivo local enfocaram a sua dificuldade de articulação local, carência de mão de obra e resistência dos artistas a compreender este novo momento da cultura brasileira. Os representantes do ponto de cultura local fizeram uma breve apresentação das atividades que vêm realizando, e se mostraram muito interessados em participar ativamente do trabalho realizado pelo Circuito.

Aura, banda parceira do Coletivo Anti Herói – myspace.com/auraindie

Os membros do coletivo anti-héroi fizeram várias pontuações sobre os problemas que enfrentaram nos últimos anos, e diante destes problemas e dificuldades os próprios membros do Anti-herói definiram que neste momento seria necessário um processo de formação destes novos agentes, para que o coletivo pudesse se reestruturar a partir de um novo ponto zero. Para isso, o melhor caminho seria dar um passo atrás, aceitar uma desadesão nacional e reiniciar um trabalho articulado inicialmente a rede estadual, para a partir daí criar musculatura e entendimento para enfrentar os desafios e compromissos que um ponto nacional exigem.

Esta auto-crítica local, a partir do debate com a coluna, deixou-nos estimulados pra seguir a viagem, sabendo que a partir daquele momento a cena de Divinópolis criava um campo para renascer e, a partir deste renascimento, se transformar em uma nova referência para a música independente mineira.

Depois deste encontro, e com todos muito estimulados com este novo momento, comemos algo rapidamente e já pegamos a estrada em direção a Belo Horizonte, que passaria a ser nosso ponto a partir de agora, para rodarmos pelas cidades da região metropolitana e encerrarmos as atividades da coluna na própria capital. Beatles no som, uma linda lua no céu e a certeza de que a coluna seguia adiante, deixando pra trás um novo tempo de esperança. Que venha Sabará, Itabirito, Vespasiano e BH….

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A coluna passa por São Paulo

fevereiro 1, 2010 Deixe um comentário

Por Talles Lopes (Coletivo Goma)

Depois de mais de 150 km de chuva intensa entre Guaxupé e São Paulo, a coluna chegou à capital financeira do Brasil, para que pudéssemos cumprir uma agenda importante para o Circuito, numa perspectiva de ocupação cada vez maior desta cidade tão estratégica para as nossas pretensões neste momento.

São Paulo, por Jan Egil Kinkebo

Chegamos em São Paulo no meio da madrugada e fomos direto para o F1 Hotel. Precisávamos descansar um pouco, já que às 9h tínhamos um compromisso já agendado com o coletivo Amerê, Fabrício Nobre (presidente da Abrafin) e com o Kuru, gestor do projeto Conexão Vivo. Depois de 4 horas de sono, partimos para o hotel Comfort pra nos encontrar com estas pessoas, e passamos toda a manhã discutindo as possibilidades de parceria entre a Abrafin, o Circuito Fora do Eixo e a plataforma do Conexão Vivo. Discutimos muito sobre todas as possibilidades de encontro entre estas redes, ventilamos vários projetos e chegamos à conclusão que este seria um bom momento para ampliarmos ainda mais este debate para chegarmos a ações que sejam congruentes e que trabalhem para o desenvolvimento ainda maior da música independente em nosso país.

Depois deste encontro, fomos almoçar com Fabrício Nobre, ocasião em que discutimos os próximos passos da entidade, e também as consequências da última reunião da entidade. Uma conversa franca e focada na busca cada vez maior da consolidação de uma rede nacional de festivais independentes, sabendo da importância desta plataforma para a reorientação do mercado musical brasileiro. Arestas aparadas e com a diretoria fortalecida, saímos do almoço com a certeza de que a entidade nunca esteve tão preparada para dar conta de todos os desafios que temos para este ano de 2010.

Terminado o almoço, corremos para o Centro de Convenções da Imigrantes para participarmos da Campus Party, onde Pablo Capilé participaria de um debate sobre direito autoral na maior feira de tecnologia e internet no Brasil.

flickr.com/campuspartybrasil

A Campus Party é a disneylândia dos nerds brasileiros, com uma internet de 10GB bombando, e todas as novidades deste setor ali disponíveis. Mesmo sendo um evento totalmente voltado para o mercadão, este ano eles procuraram abrir espaço para alguns debates mais interessantes, e foi justamente por isso que o CFE aportou por lá, pra discutir direito autoral, numa mesa que ainda tinha nosso grande parceiro Claúdio Prado. E apesar do pouco tempo de debate, Pablo Capilé mais uma vez conseguiu trazer a tona uma perspectiva mais abrangente da propriedade intelectual, linkando toda a discussão sobre direito autoral com a mudança comportamental necessária que pode servir de suporte para uma nova visão do conceito de propriedade como um todo.

flickr.com/campuspartybrasil

Além do debate, nos encontramos com o Jovem do Indepedência ou Marte, e do Massa Coletiva, que estava ministrando uma oficina, e também com várias pessoas de Cuiabá,  que outrora já participaram do Espaço Cubo e que hoje desenvolvem outras atividades, mas que mantém uma relação de parceria com o coletivo e o Circuito Fora do Eixo. Saímos tarde da Campus Party, e como a noite anterior tinha sido curta, e o dia longo, voltamos para o hotel para uma noite de descanso, já que no outro dia a agenda também seria muito cheia.

Depois de acordar, fomos direto para a casa dos Amerês, pois tínhamos que fazer uma reunião com o grupo para saber como estavam os encaminhamentos do escritório. Às 14h tínhamos uma conferência online com todas as bandas da Agência Fora do Eixo, para começarmos a montar o planejamento de ações da agência e ampliarmos o contato do Amerê com todos os nossos artistas. A conferência foi muito bacana, com  a presença da maioria das bandas. Conseguimos sintonizar tanto para os artistas, quanto para o Amerê, como seria o trabalho da agência neste ano de 2010.

Mini Box Lunar é uma das bandas da Agência Fora do Eixo

Terminada a conferência da Agência Fora do Eixo, fomos direto para a festa de lançamento da Casa de Cultura Digital, espaço parceiro do circuito, e que já tinha nos recebido durante o encontro das regionais. A Casa de Cultura Digital é, sem dúvida nenhuma, uma das experiências mais bacanas que existem hoje em São Paulo e no Brasil. É também, com certeza, a principal iniciativa no campo da cultura digital brasileira, se levarmos em conta os princípios do CFE. A casa tem um papel de articulação muito grande, e neste sentido acaba tendo um DNA muito parecido com o nosso, o que sem dúvida vem sendo responsável por esta parceria tão saudável que estamos desenvolvendo.

Mais uma vez fomos recebidos maravilhosamente bem pelos grandes amigos Claúdio Prado e Rodrigo Savazoni e pudemos participar desta grande festa de lançamento, que contou com a presença de muita gente interessante deste novo momento da cultura brasileira, como o próprio Gilberto Gil, que foi uma pessoa muito importante para que o debate sobre cultura digital entrasse na pauta política do Ministério da Cultura. Vale destacar também que nos encontramos mais uma vez com Lala Dezenlein, nossa grande parceira da Enthusiasmo Cultural e do projeto Crie Futuros, onde nos atualizamos. Lala vem trabalhando intensamente na busca de parcerias para o circuito em todo o mundo, e mais fortemente da América Latina, e neste encontro já pré-agendamos uma viagem do circuito para Uruguai e Argentina a partir dos contatos que ela desenvolveu no último mês.

Para finalizar, o Amerê Marco Nalesso foi quem comandou o som da noite, como mais uma  prova de como estas duas iniciativas, Casa de Cultura Digital e Circuito Fora do Eixo, estão integradas e caminhando juntamente. Da festa, Pablo e eu fomos direto para a rodoviária, porque ainda tínhamos que viajar até Divinópolis, não sem antes passar por São Carlos pra pegar o computador do Pablo, que Felipe fez questão de levar sem querer dentro do seu carro. Pelo menos passamos rapidamente na sede do Massa Coletiva que Pablo não conhecia e seguimos direto para Divinópolis no Fofinho da Viaçao Motta. A coluna estava de volta a Minas Gerais, e nós estávamos de volta a estrada…

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A Coluna segue: de Poços de Caldas a Guaxupé rumo a Campus Party em São Paulo

janeiro 29, 2010 Deixe um comentário

Por Felipe Silva (Massa Coletiva)

Como relatado, o saldo da coluna em Poços de Caldas foi muito positivo. Além de passarmos por uma das cidades mais bonitas do Brasil, saímos de lá com a certeza de que a motivação do Coletivo Corrente Cultural irá trazer frutos muito positivos para a nossa rede e para a cena musical da cidade, que apresentou uma enorme disposição de se re-significar e buscar o fortalecimento com o trabalho coletivo.

Após uma excelente noite de sono e um almoço caseiro na casa do Pedrinho, estávamos prontos para seguir a nossa viagem. O destino: Guaxupé.

Esse trecho da viagem seguiu enchendo nossos olhos com a bela paisagem de Minas que serviu de pano de fundo para as reuniões de coluna. Aproveitando o ambiente introspectivo do veículo que nos leva de ponto a ponto, torna-se  possível a existência de debates profundos e saudáveis. Entre morros, montanhas e povoados, coragem e autonomia pautaram o diálogo que cruzou duas vezes a fronteira de Minas e São Paulo até nos entregar no destino da vez.

Guaxupé  é a cidade da coluna que personifica a crescente integração das regionais Minas e São Paulo na gestão integrada da Regional Sudeste. O coletivo que atua na cidade é o Bee Rock que conta com a atuação de Douglas Mondegrass, atuante também no coletivo Guerrilha Gig de Franca . Douglas está de mudança para Franca e o agendamento da passagem da coluna foi explicitado por ele como uma última ação estruturante para o coletivo Bee Rock, antes que ele pudesse focar seu trabalho em Franca.

A reunião aconteceu no belo Teatro Municipal na principal avenida da cidade. O Palco abrigará a edição 2010 do Grito Rock da cidade, que será  realizado buscando encontrar o potencial estético alcançado pelo show do Macaco Bong no Auditório Ibirapuera .

Além da presença da TV local, o encontro contou os membros do coletivo e músicos da cidade. Os encaminhamentos apontaram para um período de adesão e maturação do coletivo na Rede Estadual de Minas, até que o grupo possa se colocar ante o desafio de posicionar Guaxupé nas rotas de circulação que são a prioridade do Circuito para 2010.

Um fator interessante que foi visualizado na passagem da coluna em Guaxupé é  que o coletivo Bee Rock pode visualizar um desafio estimulante de praticar as lógicas de trabalho do Circuito Fora Do Eixo em uma cidade de pequeno porte. Em caso de êxito, esse laboratório servirá como plataforma de contaminação e migração de cidades de pequeno porte que povoam o Sul de Minas, o interior de São Paulo e muitas outras regiões do Brasil.

O encontro em Guaxupé foi mais rápido do que nas outras cidades pois a coluna precisava seguir para compromissos em São Paulo antes da segunda perna pelas cidades mineiras.

Na rodovia passamos pelo ponto crítico da coluna: Uma verdadeira tempestade fez uma viagem de 200 km durar mais de 4 horas com caminhões ensandecidos ditando o ritmo da pista.

O Celta preto seguiu porque a coluna não pode parar. Mais Notícias em Breve. Já  estamos na Campus Party.

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Megalozebu constrói novas colunas

janeiro 27, 2010 Deixe um comentário

Por Verônica Boaventura (Megalozebu)


Visita de integrantes do Fora do Eixo reestrutura o papel do Coletivo em Uberaba

Uma semana longa para quem esperou ansiosamente a sexta-feira. Para o Megalozebu, uma experiência inesquecível, para as bandas que participaram, uma outra visão sobre um processo que cresce muito rápido, o Circuito Fora do Eixo.

Ontem a noite a casa de ensaios da banda Granvizir abriu as portas para 17 pessoas ouvirem o Pablo Capilé (Fundador do Fora do Eixo, Espaço Cubo), Tales Lopes (Coletivo Goma) e Felipe Silva (Massa Coletiva). Uma entrega que fez todos enxergarem a real proposta desse Circuito, que às vezes se perde no meio de tantas dúvidas e gera visões distorcidas do movimento.

Os três touxeram para o Megalozebu e bandas, uma visão real de mercado musical explicando como as bandas trabalham hoje e onde elas podem chegar com o trabalho coletivo. Troca de experiência válida, eles explicitaram para os artistas daqui a percepção deles quanto ao resto do Brasil, exemplificaram sobre as bandas que conciliaram a música com o movimento e onde elas estão hoje, como o Macaco Bong. Felipe Silva, do Coletivo Massa, ainda complementou a conversa com os problemas e vitórias do Massa Coletiva, de São Carlos, que hoje é um dos principais pontos do FDE.

Depois da reunião nós, integrantes do Coletivo Megalozebu, quebramos a cabeça para tentarmos arrumar a casa e projetar os nossos trabalhos. Muitas discussões foram abertas a fim de regularizar pendências e esclarecer o ponto de vista de cada um perante a essa ideologia. O nosso coletivo está em obras, estamos construindo novos pensamentos, pavimentando outros caminhos, sobrepondo os nossos tijolinhos para que possamos, junto ao Fora do Eixo, colocar o nosso tapete de boas vindas e escancarar as portas, que já estão abertas, para todos que queiram entender e participar desse NOSSO movimento.

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Fora do Eixo Minas chega a Poços de Caldas e encontra uma grande corrente cultural

janeiro 26, 2010 1 comentário

Por Talles Lopes

Depois de uma longa viagem entre Patos de Minas e Poços de Caldas, com direito a muita chuva, neblina densa, vacas na pista, caminhões na banguela, e uma parada em Bambuí para dormirmos e nos escondermos da tempestade, chegamos em Poços de Caldas às 17h do dia 25. Fomos recebidos pelo Pedrinho, da banda K2, que nos levou pra sua casa pra que pudessemos tomar um banho e recarregar rapidamente as baterias. Casa super bacana, família super receptiva, wi-fi bombando, e uma linda vista de Poços de Caldas.

Poços de Caldas é uma cidade muito bonita e um dos principais pontos turísticos de Minas Gerais,  e tudo isso gera uma expectativa muito bacana para a constituição de um novo Ponto Fora do Eixo em nosso estado. Banho tomado e e-mails atualizados seguimos com o Pedrinho para a escola Criatividade, local onde realizaríamos o nosso encontro. Pra nossa grande surpresa, quando chegamos à escola, um número muito grande de pessoas já nos aguardava, mostrando como a galera tinha feito um bom trabalho de articulação e mobilização, e isso já nos deixou extremamente estimulados pra mais este novo momento de imersão. Tínhamos um objetivo muito claro nesta passagem por Poços de Caldas, que era a consolidação de um novo ponto Fora do Eixo, e com certeza com mais de 40 pessoas mobilizadas sentimos que este desafio poderia se viabilizar.


A dinâmica do encontro seguiu a mesma linha das demais cidades, com uma exposição inicial do Fora do Eixo Minas e o os objetivos da passagem da coluna pela cidade, e depois com uma apresentação mais sistemática do histórico do CFE, e uma avaliação de nosso trabalho e como todo este trabalho desenvolvido até hoje poderia ser estendido até Poços de Caldas. Deixamos muito claro como o ano de 2010 é o ano da consolidação do novo modelo de circulação que estamos desenvolvendo, e que por isso grande parte dos desafios que os novos coletivos estão enfrentando estão ligados efetivamente a efetivação destas rotas interligando todo o país. A receptividade da galera foi muito grande, ficamos mais de 4 horas reunidos, várias dúvidas foram colocadas e no final tiramos como indicativo a inclusão do Corrente Cultural como o novo ponto Fora do Eixo em Minas Gerais, tendo bem claro pra todos os desafios que isto traz, e ao mesmo tempo o suporte que a rede dá para que este processo de estruturação e resignificação possa ocorrer rapidamente.

Já eram 23h quando saímos da escola e fomos lanchar no Disneylanches, local tradicional de Poços, que os meninos do K2 lancham a mais de 15 anos, e que tem um sanduíche muito gostoso. Alimentados, voltamos para a casa do Pedrinho, com a sensação de dever cumprido e muito felizes por termos mais uma cidade conectada a esta grande rede que é o Circuito Fora do Eixo. Clima frio, vista maravilhosa das montanhas da cidade, wi-fi bombando e a boa receptividade dos mineiros selaram mais esta noite da coluna. Ao acordarmos, Pedrinho já estava preparando um almoço pra galera. Nada como a comida mineira! Agora é tomar um banho de água sulfurosa nas termas de Poços e seguir revigorado pra nossa próxima cidade. Guaxupé já nos aguarda e a coluna tem que seguir.

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